Corda Virtual – INTERPOETICA

Aí vai mais uma participação no corda Virtual do INTERPOETICA. Desta vez o mote foi emprestado do poeta Antônio Marinho. O INTERPOETICA numa forma de homenagem deu o mote: Águia do Sertão, Faraó e precursor dos repentistas de São José do Egito, ancestral de uma família de grandes poetas, quatro meses e dezenove dias antes de morrer, em 1940, nos deixou escrito um poema contendo 25 estrofes, com o mote: A Natureza tomou/tudo quanto tinha dado. Nossa contribuição para a peleja pode ser lida logo abaixo.

Quando em nós era presente
Tudo merecia um riso
Belos mais que Narciso
Amor pulsante latente
O que nos fez distante?
Pela dor fui tomado
Caído eis me destroçado
No peito o amor restou
A Natureza tomou
Tudo quanto tinha dado.

Anúncios
Publicado em Uncategorized | Marcado com , | Deixe um comentário

Mote de Cancão – Corda Virtual

Dando sequencia as publicações feitas no INTRPOETICA – Corda virtual, vamos publicar minha participação com o mote de tirado do livro de Cancão PALAVRAS AO PLENILÚNIO, organizado por Lindoaldo Campos.

Ferreira Filho [RJ, 28/03/11]

Se me perco é por opção e maldição

Angustiado assumo ser culpado

É por ti que desatino, ser amado

Cume da minha raiva e perdição

Afogando corpo, alma e o coração

Sou a sobra de um homem destroçado

Sou Chuva de granizo, destruição,

O mau que me envolve em teu perfume

Dorme junto aos teus pés o meu ciúme

Enjeitado e faminto como um cão

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

CORDA VIRTUAL – Baixa a Face o Pranto desce…

Tirado de uma “canção poema do maravilhoso violonista genial Canhoto da Paraíba”, mais uma vez, dando segmento a essa empreitada de publicar aqui a nossa participação no CORDA VIRTUAL do INTERPOÉTICA, deixamos abaixo os versos glosados naquele momento. O mote foi proposto em viagem de figuras ilustres da letra pernambucana a caminho de Arco Verde, saindo de Recife para participarem da JORNADA LITERÁRIA – Portal do Sertão, Setembro/2011.

Ferreira Filho [Rio de Janeiro-RJ, 29/10/11]

Tristonho desfeito de fé
Vagava no vazio dos dias
Não rezava as aves Marias
O que antes o fazia de pé
Desesperou-se o grande Zé
Recolheu a voz em agonia
Silêncio estado de poesia
De olhos cerrados padece
Baixa a face o pranto desce
Ao som da Ave Maria

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , | Deixe um comentário

Corda Virtual 2 – INTERPOETICA

Abaixo mais uma participação no corda virtual do INTERPOETICA que colocou os dois últimos versos  de Meu Papai Noel de Casa – Dedé Monteiro como desafio aos glosadores.

 

Ferreira Filho [Rio de Janeiro, 02/01/12]

Ele com sua barba longa e alva
Percorre calçadas nas ruas
As asfaltadas que são as suas
Nas enlamaçadas trava
A tais faz total ressalva
Todo ano a mesma prece
O meu lugar entristece
Esperança de menino
Só meu casebre pequeno
Papai Noel desconhece

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Mote para Cancão – Ésio Rafael

Já faz tempo, participo do Corda Virtual do site INTERPOÉTICA. A ideia é muito boa, trata-se de oferecer um desafio aos glosadores, um mote a ser desenvolvido, e postado no INTERPOÉTICA, mas com uma condição: o participante deverá construir seus versos com conhecimento das regras inerentes ao cordel. Muito legal. Sendo assim, resolvi postar aqui a minha participação no CORDA VIRTUAL. Publicarei o mote desafio e a minha contribuição, começando com Ésio Rafael em homenagem ao Centenário de Cancão.

Ésio Rafael

No céu a cama forrada
Em um quarto de espuma
A nuvem soltando bruma
Por si só já cavalgada
É a santíssima morada
De um pássaro cristão
Que depois de ancião
Foi pro céu devagarinho
Na terra é difícil um ninho
Mas no céu tem de Cancão

Ferreira Filho [Rio de Janeiro-RJ, 01/06/12]

Palavras fazem versos
Notas criam novas canções
A vida feita de ilusões
Onde ficamos imersos
Deslumbrados e presos
O poeta ousa com sua mão
cria verso vida canção
Alça voo passarinho
Na terra é difícil um ninho
Mas no céu tem de Cancão

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Flores do Asfalto

Poemas parte interna 001

Em outubro de 1990, mais precisamente em 20/10, saímos pela primeira vez, eu e Aristides Ferreira Sampaio, pelas ruas da cidade de Olinda, de bar em bar, recitando os dois poemas, um de minha autoria, outro dele. Foram datilografados em máquina portátil, emprestada, diga-se de passagem, depois copiados e multiplicados em copiadora. A capa foi encomendada ao amigo Washington Souza, artista plástico amigo nosso, que, claro fez sem cobrar um tostão sequer por seu trabalho. Um tempo de muitas alegrias, divertido, apesar das dificuldades.

.Capafloresdoasfalto2

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

DIÁRIO

Hoje me masturbei mais cedo
Sim, mais cedo
Pra não perder tempo
Há tarefas a cumprir
Masturbar-se tarde
Atrapalha um pouco o dia
E de manhã, sabe
Quase sem cansaço algum do dia anterior
Pensar em alguém
Tocar uma punheta
Vendo o Sol nascer
Gozar
Desfalecer
Suspirar
Ao trabalho!

Ferreira Filho

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário